sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Perfil do Alno EaD

Referente ao crescimento dos cursos na modalidade EaD no Brasil, seguem alguns números da pesquisa do Censo EAD.BR 2012, divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) no fim de 2013:

"Novo perfil de alunos

O aumento no número de matrículas também apontou uma mudança no perfil dos estudantes que apostam na educação a distância. Hoje, a ampliação da oferta de cursos nessa modalidade já começa a atrair um público mais jovem.
Em 2011, a média de idade dos alunos que optava pela EAD era de 33 anos – faixa etária já bem mais jovem que a média de 40 anos apurada em meados da década passada. O estudo aponta que, em 2012, a maior parte dos estudantes tinha entre 18 e 30 anos – tanto nos cursos autorizados (50%) como nos livres (59%). E, nesse novo cenário, os alunos com idade entre 31 e 40 anos passaram a ser maioria apenas nos cursos corporativos.
A mudança do perfil não para por aí. O Censo EAD.BR 2012 também detectou que as mulheres com até 30 anos são maioria, representando 51% das matrículas nos cursos autorizados e livres. Mesmo em minoria, o número de homens cresceu em 2011 e 2012, saltando de 43% dos alunos de cursos autorizados e livres e 52% nos corporativos para 45% e 56%, respectivamente.
Com a mudança do perfil, os cursos a distância passam a atender alunos que buscam um diploma de curso superior ou querem atualizar os conhecimentos profissionais. Na prática, são estudantes que não começaram a graduação logo após o ensino médio, já trabalham e não têm condições de frequentar diariamente uma faculdade. Enfim, são alunos que veem o diploma como uma alternativa em busca da ascensão profissional e, mesmo diante de dificuldades, desejam se aprimorar.
De acordo com Luciano Sathler, diretor da Abed, a modalidade favorece a democratização do acesso à educação. E, dentre as principais vantagens desses cursos, destaca-se a flexibilidade de tempo e de espaço. "O aluno pode estudar no momento que for melhor e onde preferir, com a vantagem de que, no ambiente virtual, ele encontra um corpo de tutores e docentes para dialogar fora das aulas.""

Fonte: site do SENAC. Acesso em: 31/10/2014

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Éééé.... Esta hora iria chegar...

Naturalmente, com o avanços na qualidade e na quantidade de cursos superiores na modalidade EAD ofertados pelo mercado, chega a hora de mensurarmos a efetividade deste modelo educacional através da avaliação dos resultados do ENADE. Mas não é exatamente este aspecto que será abordado neste post.

Aqui iremos abordar a postura dos alunos perante esta avaliação. Infelizmente alguns ainda não perceberam a relevância desta avaliação, tanto para sua vida acadêmica, quanto para seu futuro profissional.

A falta de compromisso e seriedade desta minoria de alunos é bastante preocupante do ponto de visto do investimento (R$), uma vez que o próprio estudante é quem paga seu curso e deveria querer ser o primeiro a valorizar seu currículo. Pode ser que, pensando apenas no valor mensal da faculdade (o popular "cabe no orçamento"), não pararam para pensar na seguinte equação: valor da mensalidade X tempo de curso = R$??.???,?? Acredito que se fizessem esta conta logo no início, procurariam aproveitar ao máximo cada minuto dentro da sala de aula, bem como no Ambiente Virtual de Aprendizagem - AVA ou moodle.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Qualidade em EAD

A Qualidade em EAD tem como ponto de partida as regulamentações existentes a respeito, sobretudo a LDB - Lei de Diretrizes e Bases - Lei 9.394/96, e podemos considerar que uma vez atendidos os requisitos propostos pelo Ministério da Educação (neste caso o órgão regulador), atingiu-se o nível mínimo aceitável para o funcionamento de um curso na modalidade EAD, sendo aqui o conceito "qualidade" caracterizado como o atendimento a requisitos pré-estabelecidos. Vale também observar a ausência de normas e organismos de certificação para a área da educação, ao contrário do que ocorre com a área industrial com a série de normas ISO 9000, e o B.V.Q.I., por exemplo, deixando assim aberto um amplo leque de opções para que cada instituição crie seus diferenciais e seus próprios referenciais de qualidade em EAD.

Mas a qualidade em EAD passa necessariamente pelo fator autonomia do estudante a distância. Autonomia esta que se inicia pelo próprio perfil deste estudante, geralmente já inserido no mercado de trabalho e que encontrou na EAD a flexibilidade de horários necessária, além de valores mais acessíveis, quando comparados aos cursos presenciais. Em sua maioria são alunos adultos buscando a formação teórica para áreas profissionais que já dominam, sendo, portanto um perfil completamente distinto daquele considerado "tradicional": o jovem que concluiu o ensino médio em busca de um profissão ainda não vivenciada mas pela qual desperta algum afinidade, com certa influência de seus pais não somente na escolha, mas também na provisão de recursos(sobretudo financeiros) para manutenção do acadêmico.
Convém notar, entretanto, a presença cada mais expressiva de jovens da chamda "geração digital" em cursos de graduação na modalidade EAD, atraídos basicamente por dois aspectos: a facilidade e adaptabilidade na utilização das novas mídias e recursos tecnológicos e a possibilidade de se obter a graduação em um menor período de tempo que se comparado à graduação na modalidade presencial. Notar também que, independente de seu perfil, a autonomia do estudante a distância coloca este estudante como sujeito de sua aprendizagem e mais, que sua aprendizagem acontecerá de acordo com sua própria velocidade de assimilação.
E tanto o aluno adulto quanto o aluno da geração digital, deverão contar com o apoio de um material instrucional cuidadosamente desenvolvido de modo a não somente reter, mas, além disso, estimular a atenção e o interesse do estudante sobre cada tema a ser estudado. Pode-se dizer que o material instrucional é concebido antes mesmo de começar a ser produzido ou editado: ele está baseado no projeto pedagógico do curso, a partir do qual irão surgir a arquitetura dos conteúdos, os recursos midiáticos e as estratégias avaliativas que irão compor sua estrutura didática. Além do público-alvo citado anteriormente, a organização do material instrucional deve considerar o nível de ensino e objetivos do curso, as tecnologias de mídias e os conhecimentos requeridos a cada disciplina em questão.
Por fim, há que se considerar os processos de avaliação a que são submetidas as instituições de ensino, sob duas grandes perspectivas:
  • Exigências legais dos órgãos de regulamentação;
  • Avaliações internas ou auto-avaliações realizadas pela própria instituição.
É certo que a cada disciplina faz-se necessário uma avaliação, da mesma forma que a cada curso faz-se necessário uma autoavaliação, mas não podemos jamais colocar como menos importante a auto-avaliação feita por cada estudante da modalidade EAD, sendo este um ponto a se considerar inclusive pelo MEC em projetos futuros de avaliações de instituições e cursos na modalidade EAD, afinal não colocamos o estudante a distância como sujeito principal neste processo?

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Desafio de Aprendizagem

A Educação a Distância é planejada por instituições de ensino onde alunos e professores, estando separados fisicamente, buscam utilizar outras tecnologias de comunicações diversas, de forma a garantir um padrão de qualidade no ensino. Em comparação à aprendizagem no modelo presencial, recentes estudos realizados nos EUA ao longo de doze anos, conferiram à EAD desempenho superior, em média, aos alunos desta modalidade, ainda que em resultados modestos.

A Educação a Distância, nos moldes como é conhecida atualmente, teve seu início através dos cursos por correspondências (alunos professores separados fisicamente), passando por mídias diversas como televisão, rádio, fitas de áudio e vídeo até chegar ao “EAD on-line” com o boom da internet.

Atualmente as atividades síncronas e assíncronas possibilitadas pelas novas tecnologias - podemos citar os Chats, Fóruns de Discussão, Videoconferências, Ambientes virtuais, entre outras - encurtam cada vez mais as distâncias entre o docente e o discente da modalidade EAD, sendo assim faz-se necessário que tanto os alunos quanto os professores busquem compreender seus novos papéis dentro deste contexto: o aluno deverá possuir uma mentalidade mais aberta, com visão crítica e postura independente, além de verdadeiramente compromissado com seus estudos a ponto de não depender de estímulos externos para ser capaz de organizar seu próprio horário de estudos, por exemplo. Já o professor, passará a ser o grande “incentivador” da turma, tendo como base de seu trabalho a palavra compartilhar, rompendo com o paradigma de “o detentor do saber”.

Além de novos papéis, nesta modalidade surgem também novas figuras a colaborar com o processo de aprendizagem, como os tutores presenciais e à distância e os designers instrucionais, que irão favorecer ainda mais a comunicação entre professores e alunos, tendo em vista um novo patamar de conhecimentos, sendo este o nosso real “desafio de aprendizagem”.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

“Atenção Professores EAD”

Atualmente grande parte das IES que oferecem cursos na modalidade EAD adota a transmissão das teleaulas “ao vivo” para seus pólos presenciais.

Interessante notar que a concessão de canais de televisão para finalidades educacionais estava presente na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, no Art. 80 que foi regulamentado através do Decreto nº 2.494, publicado no Diário Oficial da União no dia 11 de fevereiro de 1998, demonstrando naquela época uma sinalização positiva do governo para com a Educação a Distância, ainda que em um único artigo específico, mas não deixando de ser mencionada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, sancionada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Mas voltando à questão da transmissão de teleaulas “ao vivo”: se por um lado ela passou a permitir a interação entre professor e aluno em tempo real, ao contrário das teleaulas gravadas em DVDs, por outro lado passou a exigir uma atenção bem maior com as condições de áudio e vídeo (que antes podiam ser editadas antes de serem disponibilizadas aos alunos) nas transmissões. Em uma transmissão ao vivo, o Professor EAD necessita estar 100% do tempo atento e buscando feedback dos alunos para tomar ciência de como o sinal está sendo recebido por eles, pois um simples movimento indevido com o microfone pode tirar completamente a atenção dos alunos, principalmente quando alternando o volume entre altos e baixos. Exemplo: se o professor fala olhando diretamente para a câmera, a qualidade da captação de volume do microfone é bem diferente de quando ele fala olhando para baixo, seja para a tela de seu micro ou mesmo para alguma anotação em cima da mesa...
Apesar de ser um aspecto que muitos julgarão simples, mas de forma alguma pode ser considerado irrelevante, pois na maioria das vezes, durante uma teleaula ao vivo, a equipe de estúdio terá tempo suficiente para corrigir as alterações de volume em tempo hábil, podendo colocar a perder todo o conteúdo do que viria a ser uma grande aula!
Sugiro então aos Professores EAD uma atenção muito especial a este ponto e que fiquem à vontade para comentários, que serão sempre bem-vindos!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ensino Superior na Modalidade a Distância

Em 2006 tive minha primeira experiência com EAD em uma instituição de ensino superior. De início me chamaram muito a atenção a qualidade do material didático, livros, apostilas e cadernos de atividades, ricos em conteúdo e em apresentação.

Naquela instituição os encontros presenciais ocorriam uma vez por semana e eram divididos em dois tempos: no 1º tempo acontecia a teleaula e no 2º tempo eram desenvolvidas as atividades presenciais em grupo.

O projeto político pedagógico da instituição contemplava teleaulas gravadas em DVD’s, também de excelente qualidade, uma vez que podiam ser editadas após a gravação. Mas era justamente neste aspecto que o curso começava a perder sua qualidade, pois sendo teleaulas gravadas, não havia a menor possibilidade de qualquer tipo de interação entre os alunos e o Professor EAD, cabendo ao Tutor Presencial apenas “recolher” as dúvidas dos alunos para retornar com as mesmas esclarecidas na semana seguinte. Outro detalhe: também não era disponibilizado o chamado AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem.

Tempos complicados para a EAD. Tempos estes que não contribuíram o desenvolvimento de uma boa imagem para os cursos na modalidade a distância, mas com a rápida evolução dos recursos tecnológicos...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Equidistante!

Podemos até considerar o aluno da EaD "distante" de seu professor, mas temos também que considerá-lo "equidistante" da aprendizagem em relação a um aluno de curso presencial.

Iniciando esta experiência com blogs de temas relacionados à Educação a Distância, gostaria de compartilhar alguns endereços :

www.educacaoadistancia.blog.br  - Blog mantido pelo Instituto EADVIRTUAL - Ensino e Pesquisa Ltda, que foi fundado em 2002.

http://blog.joaomattar.com - Blog mantido pelo Autor de diversos livros relacionados à EaD,  Professor Dr. João Mattar.

http://anabeatrizgomes.blogspot.com - Blog da professora do Programa de Pós-Graduação (Mestrado) em Educação Matemática e Tecnológica - PPGE/Edumatec, na linha de pesquisa Educação Tecnológica da Universidade Federal de Pernambuco.

Nestes endereços tive a oportunidade de conhecer diferentes pontos de vistas e opiniões, porém todos convergindo para um mesmo ponto: a EaD já é uma realidade em nosso país, e o futuro da educação no Brasil passará certamente por esta modalidade de ensino que cresce a cada ano.

Caberá a nós, profissionais da EaD, batalharmos dia-a-dia na busca pela excelência e qualidade de ensino, mostrando na prática, que o aluno de um curso EaD estará melhor preparado para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.