Em 2006 tive minha primeira experiência com EAD em uma instituição de ensino superior. De início me chamaram muito a atenção a qualidade do material didático, livros, apostilas e cadernos de atividades, ricos em conteúdo e em apresentação.
Naquela instituição os encontros presenciais ocorriam uma vez por semana e eram divididos em dois tempos: no 1º tempo acontecia a teleaula e no 2º tempo eram desenvolvidas as atividades presenciais em grupo.
O projeto político pedagógico da instituição contemplava teleaulas gravadas em DVD’s, também de excelente qualidade, uma vez que podiam ser editadas após a gravação. Mas era justamente neste aspecto que o curso começava a perder sua qualidade, pois sendo teleaulas gravadas, não havia a menor possibilidade de qualquer tipo de interação entre os alunos e o Professor EAD, cabendo ao Tutor Presencial apenas “recolher” as dúvidas dos alunos para retornar com as mesmas esclarecidas na semana seguinte. Outro detalhe: também não era disponibilizado o chamado AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Tempos complicados para a EAD. Tempos estes que não contribuíram o desenvolvimento de uma boa imagem para os cursos na modalidade a distância, mas com a rápida evolução dos recursos tecnológicos...
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